Tinta a óleo.

 

Há varias controvérsias a cerca do desenvolvimento da tinta óleo, alguns tratados indicam os irmãos Van Eick como os pioneiros no uso desta técnica, mas há citações do século V sobre óleos secativos empregados na pintura e documentos na Inglaterra que provam o uso de óleo em algumas pinturas no século XIII e XIV. Nestas citações, também aparecem informações sobre a destilação de terebentina.

O processo da técnica de pintura a óleo se deu de forma lenta e no começo fazia parte do acervo de ferramentas auxiliares da têmpera. Apesar de comprovada a existência de óleo em pinturas que antecedem 300 anos, foram os irmãos Van Eick que deram importância ao uso efetivo e exclusivo do óleo em quase todo processo, elegendo-o então como o único médium.

A evolução da tinta óleo nos próximos séculos, também só foi possível graças ao desenvolvimento dos solventes e descobertas de novos pigmentos. A descoberta da terebentina, por volta do século XII como solvente do óleo, permitiu a evolução do processo de forma significativa.

Desta forma, podemos concluir que a introdução de essências voláteis na manipulação de tintas, tendo o óleo exclusivamente como aglutinante, permitiu um salto gigantesco na técnica e na qualidade final das obras, colocando definitivamente o óleo como a melhor opção.

O trabalho de cozinha foi transferido para indústria por volta do século XIX, deixando o artista com tempo livre para a produção, uma vez que a manipulação do material deixou de ser complexa em relação às técnicas do passado. Antes, as tintas eram armazenadas em bexigas ou tubos de metal parecidos com seringas e o artista produzia tudo no próprio atelier. Com as vantagens da revolução industrial na Europa, as tintas passaram a ser guardadas em tubos de alumínio.

A tinta a óleo é considerada por muitos artistas como um dos materiais mais obedientes e prazerosos de se trabalhar. E estes artistas têm seus motivos para eleger esta técnica como método preferido de pintura.

É possível listar uma série de vantagens de se trabalhar com o óleo, uma delas é a facilidade de espalhar a tinta na superfície da tela, a outra é que a tinta pode ser aplicada de diferentes formas como empasto, diluída ou em camadas finas formando uma série de camadas semitransparentes sobrepostas.

Com tudo, o grande número de efeitos que podem ser aplicados de forma direta, a aceitação de um grande número de suportes, o acabamento brilhante faz do óleo o médium mais popular desde o século XVI.