Imagem Pintura em tela passo a passo | Aprenda os primeiros passos

Pintura em tela passo a passo

O artigo pintura em tela passo a passo é voltado para pessoas que estão iniciando na pintura ou já pitam há algum tempo e querem melhorar seus resultados. Espero que seja de grande proveito este conteúdo, boa leitura!

pintura em tela


Neste artigo irei dar algumas dicas que irá ajudar você em suas composições de pintura. Há alguns recursos que podem facilitar o processo de pintar.

Às vezes, para um resultado positivo em uma pintura, é inevitável a omissão de alguns detalhes em sua referência, que nada tem a contribuir com a obra.

Isso requer uma analise cuidadosa de sua referência (como por exemplo uma foto), pois, muito das modificações começam antes dos primeiros traços na tela.

Vou mostrar para você, algumas sacadas que eu uso para compor as minhas pinturas em tela. Primeiro você tem que definir quais são seus ideais de beleza em uma obra. Isso é muito subjetivo pois, cada pessoa percebe o mundo de forma diferente. Uma pessoas pode ser atraída por padrões, outras por texturas ou efeitos de luz e sombra.

Alguns de meus ideais de beleza são:

Começando pela análise da referência fotográfica (veja imagem a seguir),  veremos pontos relevantes que necessitam de nossa atenção.

A pintura foi feita em uma tela de 60×90, considerando espaço retangular, tive que reorganizar todos os elementos.

pintura em tela

Lista de coisas ruins na referência fotográfica:

  • Sombras escuras
  • Ausência de planos
  • Espaços vazios
  • Modificar algumas linhas
  • Diversificar as cores
  • Acrescentar elementos

Destacando os elementos positivos do motivo:

  • As formas naturais são atraentes
  • A luz contribui fortemente para construção de sólidos
  • As distribuições dos arbustos junto com as pedras podem contribuir com a ilusão espacial
  • Diversidade de textura

pintura em telaComeçando a pintura

Na fase dos traços eu considero algumas das observações anteriores, como por exemplo, melhorando os pontos negativos.  Ao desenhar na tela (com tinta mesmo) já sugiro os planos, elimino os espaços vazios, modifico algumas linhas e exploro as formas elegantes da natureza. Nessa fase também localizo a direção da luz marcando as sombras e reforçando a solides dos objetos no motivo.

 

 

Sobre as cores

pintura em tela

Quando estamos no local, vemos sem dificuldades as cores na sombra, mas nem sempre é possível na fotografia que dependendo da direção da luz pode deixar as sombras excessivamente escuras. Por isso eu aconselho a prática de pintura ao ar livre. Dessa forma, o artista acostuma a lidar com essas distorções quando se pinta no ateliê usando referências fotográficas.

Antes dos detalhes, é melhor preencher toda a tela com as cores e valores de cada objeto. Assim fica mais fácil visualizar qual será resultado da obra.

 

 

Acabamento da obra.

É importante ter em mente que a fotografia é somente uma referência, e você está completamente livre para fazer as mudanças necessárias desde que você saiba o que está fazendo. Quanto mais se aprende sobre técnicas de pintura em tela, as suas decisões se tornam mais assertivas.

Algumas dicas e passo a passos importantes você encontra no meu Curso de Pintura Paisagista onde eu demonstro todos os meus processos de composição.

Pintar dá muito prazer, mas pintar consciente é melhor ainda. Pois é, se você quer conhecer mais técnicas de pintura em tela, ou melhor, pintura paisagista, fique ligado aqui no blog.

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pintura em tela passo a passo

 

Imagem Perspectiva aérea

 Perspectiva aérea

Há regras que o artista jamais deve ignorar ao compor uma pintura paisagística, pois são obrigatórias, e, volta e meia, o pintor de paisagens se deparará com elas. A perspectiva aérea é um dos recursos eficazes para o efeito de profundidade e seu domínio é de extrema importância.

Inclusive acredito que seja um dos efeitos mais cobiçados na elaboração de uma obra. Entretanto a complexidade de sua composição pode levar o artista a frustrar-se caso não tenha a menor ideia do que está fazendo. Alguns erros cometidos por artistas inexperientes, por exemplo, é fazer os elementos distantes com cores vivas e excesso de detalhes.

Um dos fatos que contribuem para tais falhas é que o pintor simplesmente ignora o que vê diante de si. Ao observarmos uma paisagem, vemos que os elementos distantes tendem a perder progressivamente sua nitidez, e as cores vão ficando cada vez mais apagadas.

Ter em mente alguns procedimentos pode facilitar e muito a representação desses efeitos ópticos. A composição pode começar com a divisão dos planos em três ou quatro:

– No primeiro plano, as cores são vivas e há um grande contraste entre luz e sombra, os detalhes ficam reservados para essa etapa.

– No segundo plano, as cores tornam-se gradualmente apagadas, e é nessa etapa que começa a omissão de detalhes.

– E o último plano é completamente simplificado.

 

O sucesso desse efeito depende da relação de todos os planos. Cada um deve ter seu valor e sua intensidade adequados para que o contraste seja bem-definido.

Tirando a intensidade das cores

Produzir com satisfação o efeito de espaço tridimensional está atrelado à capacidade do artista de conduzir com harmonia as misturas de cores em todos os planos. Para conseguir realizar esse desejado efeito, o artista deve considerar algumas características:

 

Tom: uma boa opção é criar zonas tonais para definir cada plano. Reserve tons escuros para o primeiro plano, depois, os tons médios para o segundo plano e tons claros para o último. Veja, na pintura a seguir, que tratei, deixando-a somente em valores (tons), assim, sem a presença de cores, vemos que os planos têm valores distintos.

Pintura paisagem tonal

Intensidade: cores de alta intensidade ficam reservadas para o primeiro plano, enquanto as cores pastel ficam para os últimos planos. Note, por exemplo, que os verdes vivos podem se tornar progressivamente apagados à medida que se afastam. Nunca confunda intensidade com tom, duas cores  podem ter o mesmo tom, mas intensidades diferentes. Veja, nas figuras que seguem, que o amarelo de cádmio é mais intenso que o azul cerúleo, mas, quando se trata de valores, os dois são semelhantes.

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Amarelo cádmio e azul cerúleo tons

Contraste: no primeiro plano, há mais contrastes entre luz e sombra, enquanto que, no segundo e terceiro planos, esses contrastes tendem a ficar sutis. Carregar os últimos planos com detalhes pode ser desastroso. Não se importe em economizar nos detalhes do fundo, o resultado pode ser mais harmonioso caso decida se focalizar somente no primeiro plano.

 

Sugestão de misturas para os planos

Note como é predominante o azul nos últimos planos. Para obter uma mistura harmoniosa e diversificada, basta relacionar as cores fazendo versões de luz e sombra delas, para as  sombras, fica reservado o azul.

A paleta reduzida, colocada na sequência, é uma sugestão e tem o propósito de auxiliar a ilustração.

Primeiro plano: azul-ultramar, alizarin crimson, amarelo-ocre e amarelo-cádmio.

Segundo plano: azul-cobalto, alizarin crimson, amarelo-ocre e branco de titânio.

Terceiro plano: azul-cerúleo, alizarin crimson, amarelo-ocre, amarelo-cádmio e branco de titânio.

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